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Mostrando entradas de junio, 2023

MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-VELHA

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O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha acha-se na cidade de Coimbra (Portugal). Ele foi construido sobre o antigo convento das clarissas, entre 1314 e 1330, sob as ordens da Rainha Santa, Dona Isabel de Aragão. A traça do mesmo foi encomendado ao já conhecido arquiteto Domingos Domingues, o qual, previamente, já se tinha encarregado dos trabalhos no claustro do Mosteiro de Alcobaça. No entanto, após a sua morte, em 1325 foi dirigido e finalizado pelo mestre Estêvão Domingues. E s s e mosteiro é singular pelo seu enclave na margem do Rio Mondego, freguesia de Santa Clara e Castelo Viegas. Além disso, destaca-se pela sua arquitetura de estilo neogótico. Estilo plasmado através da grande dimensão da igreja e do claustro, bem como pela ab ó bada em pedra que cobre as três naves do mesmo tamanho. A s frequentes inundações pela sua proximidade -do mosteiro- com o rio, forçou a construção de um andar superior e o abandono do térreo, constantemente alag ado. Algum tempo depois, com Dom...

MIA COUTO

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  António Emílio Leite Couto é um biólogo e escritor moçambicano, mais conhecido pelo pseudónimo Mia Couto. Nasceu em Beira (Sofala) a 5 de julho de 1955, cidade onde morou até 1971. Depois, mudou-se para Maputo -então por Lourenço Marques- e iniciou os estudos universitários em medicina. Após dos anos, substituiu os estudos pelo trabalho de jornalismo na  Tribuna  -até à destruição das suas instalações por colonos  contrários à independência- . Com apenas 14 anos, publicou, no jornal Notícias da Beira, alguns poemas sob o nome de Mio Cout o. Esse foi o pseudónimo escolhido, principalmente, pela sua grande devoção aos gatos. Na sua maturidade, exerceu o cargo de diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM), além de form ar ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação, de c onduzir a revista Tempo e de trabalhar, posteriormente, no jornal Notícias. N o entanto, no que diz respeito à sua bagage...

O EMPRESÁRIO CHEN JIAN

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Chen Jian é um reconhecido empresário chinês que decidiu deixar seu trabalho e iniciar negócios com outros países tais como a Austrália, a Hungria ou os Países Baixos. Mas foi em Portugal onde ele, tal como outros vinte mil chineses, se instalou à procura   de um futuro diferente. Como líder da venda a retalho, em sua empresa portuguesa recebe, diariamente, dois contentores de produtos feitos na China. Esses produtos básicos foram, cuidadosamente, selecionados, fazendo um estudo de mercado personalizado, para comprazer os locais e imitando o mercado até então dominado, e quase exclusivamente, pelos índios no início dos anos noventa. Posteriormente, pela envergadura do seu negócio, Chen não só se mudou para o mercado grossista, criando negócios com retalhistas chineses que também decidiram abrir bazares e vender mercadorias chinesas em Portugal, mas também iniciou uma nova empresa em Pinghu (Jiaxing) como Cidade Internacional de Mercadorias Básicas de Importação. O Jim não p...

GRUPO CIMBALI

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O grupo Cimbali é uma companhia multinacional que lidera o sector de concepção e fabrico de máquinas de café profissionais com sede central na cidade italiana de Binasco, a sudoeste de Milão. Conta com quatro fábricas, dez filiais e mais de setecentos distribuidores. Hoje em dia, atua com as marcas: Casadio, Faema, Hemerson, LaCimbali e Slayer. O seu fundador foi Giuseppe Cimbali, um caldeireiro hidráulico que abriu, em 1912, uma oficina num solar de 30 m² para trabalhar o cobre e produzir, junto com seus dois funcionários, pequenas caldeiras indispensáveis para as recém-inventadas máquinas de café. A primeira máquina montada em coluna da Cimbali fou chamada de “Rapida”, que mais tarde ficou conhecida pela marca “LiCimbali”. No imediato pós-guerra, criou o modelo “Albadoro” que tinha um aquecedor de chávenas integrado e duas caldeiras -posteriormente, até seis caldeiras- verticais independentes para fornecer mais café ao mesmo tempo e, assim, satisfazer mais rapidamente os clie...

JORGE LEAL AMADO: ESCRITOR, JORNALISTA E POLÍTICO

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Jorge Leal Amado de Faria, escritor e jornalista, nasceu no município de Itabuna (Brasil) no dia 10 de agosto de 1912 e faleceu em 6 de agosto de 2001. Uma pandemia de varíola obrigou a família a deixar Itabuna e a residir em Ilhéus durante muitos anos. Esta nova localidade, mais tarde, serviu-lhe de inspiração para algumas das suas obras narrativas. Seu temperamento e natureza inconformista o fez lutar pelas desigualdades sociais e até aderir ao movimento comunista. Como escritor, embora o tema principal de algumas de suas obras seja a iniquidade, é verdade que ele também se interessa por aspetos culturais, bem como a sensualidade, a religião ou folclore no Brasil, seu país natal. Posteriormente, teve de ser abrigar como exilado nos países vizinhos da Argentina e do Uruguai e até imigrar para a Europa para viver em Paris e Praga devido à grande pressão política que recebe desde que é eleito para Deputado Federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Pode-se dizer que, Amado é ...

O BANANERO TALADO DE LIE ZI

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Un homen tinha no seu jardim vários á rvores frutais. Entre eles, um bananero. Mas a á rvore estava sec a e já no dava bananas, e ainda assim o homen a manteve n o seu jardim. Um dia de inverno, seu veizinho disse-lhe: -Mas, cómo é que tens alí um bananero seco? Você não sabe que azar está trazendo? O homen, com medo de que essa árvore lhe trouxesse algum infortúnio, prestou atenção ao seu vizinho e o convenceu. No dia seguinte a cortar a árvore, seu vezinho pediu a lenha da bananeira para sua lareira. -Você só queria a lenha! Você mentiu para eu cortar a árvore. E acima, sendo vizinhos!!! E retirou-se, muito triste, para sua casa. Moral : “ Nâo confie em tudo o que eles se propõem a fazer, porque muitas vezes eles vão perseguir um propósito particular com o conselho". https://tucuentofavorito.com/el-platanero-talado-fabula-china-sobre-las-mentiras/ https://dictionary.cambridge.org/es/translate/ https://es.pons.com/traducci%C3%B3n/espa%C3%B1ol-p...

O RAPAZ PAULO

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  Chamo-me Paulo. Tenho oito anos. Já sei ler e escrever. Primeiro , eu tive de aprender o nome de todas as letras. S ão  vinte e nove, e cada uma tem um nome diferente. Isso faz muito tempo. Pelo menos, dois anos. N o inicio , não gostei muito . Havia coisas  mais interessantes : esperar  que madurassem as cerejas. E também correr com meu cachorro  entre o arbusto.   Q uando o arbusto cheirava, ia   com meu pai na barca e trazia   para casa uma cesta cheia de peixes. Mas o que mais g o sta v a  era dormir  no colo da ma mãe , enquanto ela cantava uma canção de ninar. B em, o mundo, ou pelo menos, o meu povo, está cheio de maravilhas: ondas, dias chuvosos, peixes, o barco do papai e coisas assim. Algumas são m Á gicas. Como quando você leva  um daqueles golpes no cotovelo ou na testa que doem tanto. Ou como quando você prende o dedo na porta da cozinha. Então, vinha mamãe e  m e dava   um beijo n...

O CAFÉ "CONFEITARIA COLOMBO"

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  A Confeitaria Colombo é um café centenário da cidade de Rio de Janeiro. Suas origens remontam ao tempo em que um casal de imigrantes portugueses i niciaram um novo negócio no Brasil. Esses empreendedores foram Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, que conseguiram reunir celebridades como clientes usuais em seu café-salão. De feito, até sua inauguração o 17 de setembro de 1894, o local foi palco de reuniões literárias e políticas. A lem de grande qualidade d e seus produtos de pastelaria/confeitaria e comida artesanal, destaca sobretudo pelo seu esplendor arquitetónico. Sua estrutura imita as cafetarias parisienses e europeias de estilo Belle Époque, do finais de século XIX. Mas, no 1922 suas instalações foram ampliadas com um segundo andar onde, atualmente, ainda alberga um salão de chá. De acordo com o jornal espanhol “La Vanguardia”, o chefe executivo Renato Freire diz que n a confeitaria usam cada dia c erca de 250 produtos diferentes para realizar, en...

A FADISTA JAPONÊS KUMIKO TSUMORI

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Kumiko Tsumori é uma fadista que iniciou a   sua carreira profissional de forma acidental. Escutar o fado interpretado por Maria Lisboa despertou nela os sentidos e a curiosidade até o ponto de mergulhar  neste m u ndo cheio de saudade. K umiko estudou , na Faculdade de Letras de Lisboa, a língua portuguesa - um curso elementar para estrangeiros facilitado com a bolsa de estudos ganhada em Osaka-. Conheceu e viveu imersa na cultura deste novo pais: culinária -com o bacalhau com migas-, social -dando beijinhos- e sentimental -com a expressão dos sentimentos e, especialmente, a saudade-. C om o seu companheiro e professor de guitarra ela atu o para os turistas no “Velho Páteo de Sant’Ana” e serviu-lhe para treinar antes de voltar para o Japão, lugar onde ela queria converter o fado na sua profissão. Certamente, ser fadista era um sonho que em breve tornaria realidade na vida da jovem japonesa, apesar dos desentendimentos familiares . https://www.portaldofado.net/conten...